Quem é o novo Prefeito de São Paulo – Bruno Covas, herdeiro de um nome e político de nascença.

Histórico:

Neto de Mário Covas;

Graduado em direito na USP, economia na PUC e mestrado na FGV;

Deputado Estadual;

Deputado Federal;

Secretário do meio ambiente;

Vice-prefeito de São Paulo e

Prefeito de São Paulo.

Créditos da image: UOL

Se você não o conhecia, calma. Ninguém presta atenção em vices – como sabemos, deveríamos perder essa mania -. Aqui é o local ideal para você ter uma noção de quem é nosso prefeito (e que governa o município de São Paulo desde o dia 7 de abril).

Bruno teve uma carreira política tradicional, influenciado desde pequeno por seu avô, Mário Covas. Com esta influência ele diz ser um pouco diferente do Dória. Não se considera liberal, e sim social democrata.

Não tem grandes registros de corrupção, além do caso em que um de seus apoiadores, Mário Welber, foi pego com 16 cheques assinados mas com valores em branco e mais de 100 mil reais. As investigações não foram muito além.

Não teve muitos discursos durante seus quase 10 anos como Deputado Estadual e Deputado Federal. Caso você esteja curioso em saber como o prefeito votou como deputado durante todos esses anos, clique aqui. O link possui todo seu histórico de votação.

Falando brevemente sobre suas votações, ele votou ‘sim’ para projetos como regulamentar o trabalho terceirizado e as relações de emprego entre trabalho e empresas, o teto de gastos com políticas públicas dos poderes três poderes por 20 anos, tributação de serviços da internet e etc.

Sobre as votações que votou ‘não’, entre várias, estão as de não mudar a identificação dos alimentos transgênicos, fim da reeleição, endurecimento do seguro desemprego e etc.

(Acesse os sites http://www.votenaweb.com.brhttp://qmrepresenta.com.br/#deputados ou até mesmo o site da Câmara Legislativa para saber mais).

Bruno tem como ideias realizar o reajuste previdenciário dos servidores públicos do município de São Paulo – que nos custa quase 6 bilhões de reais -, de acordo com entrevista na UOL, ele informou que os investimentos públicos em zeladoria urbana estavam caindo e o gasto com a previdência é um dos motivos. Ele não deseja aumentar os impostos, ótima notícia.

Para o prefeito, os principais problemas da cidade são três: Saúde, educação e mobilidade.

Se olharmos seu depoimento para a melhoria destes três problemas focos – aumentar a nota do IDEB, possível volta do corujão e realizar a licitação para o transporte público – são todas soluções superficiais.

Claro que, se tratando de educação queremos melhor desempenho do IDEB, mas como conseguir isso? Aumentar o salário dos professores? Fazer com que diretores executem campanhas para motivar os professores?

Sobre a saúde, vemos que no depoimento dado para a UOL, para ele, melhorar a saúde significa acabar com filas, o que está equivocado. Acabar com filas não melhora o diagnóstico dos pacientes, trás mais remédios ou reduz gastos exagerados.

Sobre o transporte, a resposta é simples, uma licitação e a mudança da entrega de ônibus para São Paulo não resolve nosso problema de mobilidade.

Vejo que o prefeito precisa ver essas questões mais a fundo caso ele queira trazer alguma real solução para nossos problemas.

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Vejo que Bruno Covas, com seus 38 anos, pode ser um prefeito melhor do que João Dória. São Paulo não precisava de um dono de empresa marketeiro e sim de alguém que soubesse minimamente dos problemas da cidade. Apesar das respostas que considero rasas dadas na referida reportagem, Bruno tem uma visão além do que apenas zeladoria da cidade e acabar com a cracolândia. Sua preocupação com o reajuste da previdência municipal mostra isso.

Ele vai ter a chance de continuar com a boa fama de seu avô. Esperamos  que, apesar de sua grande admiração por seu antepassado, ele nos traga soluções para o século XXI.

 

Créditos da Imagem destacada: Poder360.com.br.