Segundo dia da Bienal da UNE.

A primeira mesa da Bienal da União Nacional dos Estudantes começou com vários diálogos sobre economia, meio ambiente, rentismo, divisão de terras e alguns outros temas levantados.

Participaram Sonia Guajajara, Nilson Araujo, João Paulo, Luciana Santos, Ivan Alex e Ciro Gomes.

A fala de destaque, que provocou gritos contrários, favoráveis e tensionamentos foi a de Ciro Gomes.

Ciro começou levantando a questão estratégica da esquerda sobre como poderíamos nos juntar para combater pautas retrógradas caso  lançadas. Ciro foi interrompido por um grito (de uma pessoa que não se mostrou) chamando-lhe de fascista. O discurso começou a tensionar, com outras provocações até que Ciro pediu para que parte da plenária parasse de viajar e respondeu para eles que “o Lula tá preso, babaca!”

Após isso, o debate tencionou. Apesar do Ciro falar que é amigo de Lula a mais de 30 anos, foi ministro de seu governo e não concorda com sua prisão, boa parte da plenária, não entendeu que Ciro está do mesmo lado que o seu e que o Lula não trará uma solução viável.

O momento de maior tensão, foi durante a fala dos estudantes, onde vários tentaram ‘lacrar’.

Um estudante, de cima do palco em sua fala, mencionou Ciro e ele foi pedir direito de resposta para o estudante. Este não quis passar o microfone e aconteceu um ‘cabo de guerra’ com o microfone, onde na hora, um segurança do evento tentou afastar os dois, e o estudante caiu do palco.

No mesmo momento de confusão, todos começaram a cantar ‘Machistas, racistas, não passarão!’. Por certo, a pessoa na fala tencionou com Ciro e a plateia inflada pelos gritos anteriores julgou erroneamente 100% da culpa da queda para ele. Pude ver o que aconteceu de perto pois estava na primeira fileira.

Apesar do Ciro não ter tido toda a culpa, ele de fato errou querendo o microfone na hora que o estudante estava terminando sua fala, entretanto, ele estava com o direito de resposta já que foi insultado e se sentiu ofendido.

Após isso, várias falas querendo apaziguar e botar mais álcool no fogo.

A plenária estava cheia, com mais de mil pessoas assistindo e gritando.

Rafael ‘Shouz’ de Almeida

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